(...) E de cada vez que o corpo pedia sono
o cravar de mais um sonho
na minha janela crua...



Lembro-me das cortinas de tule branco,
por onde espreitava a vida com que sonhava.
E no corpo que me rejeitava em tenra idade,
um poço de sonhos e saudade...
Era tudo o que eu tinha.
(...)
Lembro-me que pela janela
inventava-me no mundo!
Corria e bailava nas calçadas da rua,
percebia e tocava os contornos do sol,
e à noite, beijava a face da lua...
(...)
Lembro-me das histórias de encantar
a entoar do fundo do mar…
Do sonho de querer abraçar o mundo
e não mais soltar...
(...)
Sei que jamais poderei galgar
ao exílio do mundo.
Cativo da vida,
sou pássaro sem asas,  
num voo sem volta.

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