(fragmento de um conto)
(...) apesar de já divagar por entre os véus
da noite escura, gravei em mim
um pensamento atado às Cores caídas (...)
Sentia no ar um aroma a calêndulas divinal. Como que um desenho a preto e branco,
pouco a pouco o mundo enchia-se de cor.
Sim, eu podia vê-lo...Era o Sol.
Espreitava sorrateiro na
clareira da madrugada húmida,
não hesitei nem mais um segundo!
Corri rumo aos prados perfumados
pelo orvalho gotejante, e lá estavam elas...

as Cores que ontem me falavam no horizonte cósmico,
agora reluzentes nos botões das flores,
nos braços das árvores, nos corpos dos insetos
e nas asas dos pássaros!  

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